quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Reconhecimento a Jório Marques de Souza

Professor aposentado da UFRN, o cirurgião dentista foi um dos responsáveis na UFRN pela disciplina extinta Prótese buco-maxilo-facial e ainda hoje, lidera um grupo que presta serviços a todo nordeste na reabilitação de pessoas com deformidade na face.

Natural de Grossos-RN, na divisa com o Ceará, o cirurgião dentista potiguar Dr. Jório Marques de Souza é referência no Brasil quando o assunto é próteses faciais, tendo iniciado seu trabalho na década de 50, por intermédio do Prof. Odilon Amorim Garcia, pai da matéria no Estado, na Universidade Federal do RN.  O reconhecimento nacionalmente ocorreu, oficialmente, em 2005, quando o Sindicato dos Odontologistas do Estado de São Paulo concedeu o diploma e medalha de Honra ao Mérito Dr. Luis Cesar Pannair, na especialidade de Prótese Buco-maxilo-facial.
A disciplina que hoje não mais integra a grade curricular de formação de um cirurgião dentista deixou de ser ministrada em 1970, já foi chamada de Prótese Buco-facial, Prótese e Traumatologia buco-maxilo-facial até chegar à terminologia Prótese buco-maxilo-facial.  De acordo com Dr. Jório e seu filho Flávio Bezerra Marques de Souza, que segue os passos do pai, existem profissionais da área que  desconhecem este tipo de especialidade.
No Brasil a especialização em Prótese buco-maxilo-facial deixou de ser realizada em 2005, quando formou a última turma no Brasil, pela USP, na qual o filho Flávio foi aluno. Atualmente relacionado à especialidade só existe um mestrado na área desenvolvido na USP.
Para Dr. Jório que há 50 anos exerce esse ofício, que mais parece uma arte e recebe pacientes de todo o Nordeste. “É preciso ter amor pra fazer o que a gente faz, e quando a gente começa, nós passamos a valorizar mais a vida,” diz emocionado e ainda acrescenta que após a conclusão do trabalho que chega a durar sete meses, as famílias se abraçam com o sucesso do tratamento.
Precursor no RN a confeccionar prótese facial e ultrapassando a marca de mais de mil próteses, Dr. Jório integra uma equipe multidisciplinar chamada Centro de Implantes Extra-oral, conhecido nacionalmente como Grupo de Natal, formada por sete especialistas nas seguintes especialidades: Cirurgia de Cabeça e Pescoço, Anestesiologia, Prótese buco-maxilo facial e Cirurgia buco-maxilo facial, sendo essa última especialidade integrada por profissionais de São Paulo.
A prótese extra-oral permite ao paciente recuperar sua autoestima e seu retorno as atividades normais, uma vez que devido a doenças e acidentes, alguns ficam com a fisionomia deformada. “A função da prótese extra-oral  é voltar a autoestima e devolver a estética facial. Já a prótese intra- oral  devolve a função estética, funcional, deglutição e fonação”, explica Dr. Flávio Bezerra Marques de Souza.
O RN é um dos poucos Estados onde o governo realiza este tipo de trabalho pelo SUS, através de encaminhamentos feitos pelo CRI a pessoas reconhecidamente pobres. “Desde o governo de Dinarte Mariz até o governo atual, eu presto serviço com próteses de face, exceto a alguns casos mais complexos, onde a equipe não consegue executar o trabalho devido a gravidade das lesões”, informa Dr. Jório que acompanhou a mudanças de materiais para a confecção das próteses, que continuam sendo feitas manualmente, mas hoje com silicone, o que garante uma maior perfeição no resultado.




sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Mensagem da FIO aos Cirurgiões Dentistas do País




A FIO - Federação Interestadual dos Odontologistas - na busca pelo fortalecimento das lutas dos sindicatos de Odontologia, conclama toda a classe odontológica do País à união e participação.
Qualquer entidade representativa necessita de recursos financeiros para participar das lutas locais e nacionais. Os diretores e membros dos sindicatos não são remunerados, são voluntários que muitas vezes abrem mão das suas atividades privadas na busca de uma luta pelo coletivo.
É de fundamental importância que a classe entenda, participe, cobre, e reconheça o trabalho dos seus sindicatos. Não existe outra forma efetiva de luta que não passe pelo fortalecimento dos sindicatos.
Contribuição Sindical (Antigo Imposto Sindical) é o que garante recursos para o custeio e funcionamento dos sindicatos. Do valor cobrado, 60% (sessenta por cento) ficam com o sindicato, que é o responsável pela emissão dos boletos e custos de cobrança. Os outros 40% (quarenta por cento), são rateados para as Federações (15%), Confederações (5%), Ministério do Trabalho e Emprego (10%) e Centrais Sindicais (10%).
Por razões burocráticas e outros interesses, a maioria dos empregadores não repassa os recursos arrecadados dos Cirurgiões Dentistas em março (01 dia de trabalho) para os sindicatos de Odontologia, indo esses recursos para sindicatos outros que não defendem especificamente os interesses da nossa classe.
Agora, em fevereiro, todos os Cirurgiões Dentistas receberão o Boleto da Contribuição Sindical Urbana (CSU) emitido pelos sindicatos dos seus Estados. O PAGAMENTO DESSE BOLETO GARANTE QUE OS VALORES SERÃO REPASSADOS AO SEU SINDICATO!
É muito importante que cada Dentista consciente deste País pague esse boleto o mais antecipado possível, e entregue uma cópia do comprovante desse pagamento à área de Recursos Humanos dos seus locais de trabalho para que a empresa NÃO EFETUE O DESCONTO DE UM DIA DE TRABALHO NO SEU SALÁRIO DE MARÇO!
O pagamento antecipado do boleto evita ainda que colegas com mais de um vínculo empregatício, sejam tributados mais de uma vez.
Sempre que possível, evite pagar no último dia do vencimento para não correr riscos de a empresa alegar falta de tempo hábil para retirada do desconto na folha de pagamento de março. Quanto mais cedo o comprovante de pagamento for entregue ao setor pessoal da empresa, menor a possibilidade do desconto.
Esse é o momento de consultarmos nossa consciência, para vermos até que ponto nossa omissão e passividade são responsáveis pelo enfraquecimento das nossas lutas.
Hora de se perguntar:
- O que tenho feito?
- O que posso fazer?
Que 2014 seja o ano da virada política organizacional dos nossos sindicatos de Odontologia com a força da coesão e participação de todos!

José Ferreira Campos Sobrinho
         
Presidente da FIO

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

A MICROCIRURGIA E OS SEUS AVANÇOS NO SÉCULO 21




Nos dias 27, 28 e 29 de janeiro acontece no Hospital Universitário Onofre Lopes da UFRN, pela manhã e a tarde, o curso sobre “Uso dos Retalhos Livres Microvascularizados para Reconstrução Facial”, organizado pelo Programa de Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial e coordenado pelo cirurgião-dentista e professor da UFRN, Adriano Rocha Germano.

Para ministrar as palestras, já está confirmada a presença da Equipe do Hospital Camplutense, com sede em Madri, representada por Dr. Gregorio Sánchez Aniceto e Dr. Ignacio Zubillaga Rodriguez. Na Espanha o serviço tem mais de 600 casos operados, com índices de sucesso superior a 93%.  O evento é gratuito, para convidados envolvidos no projeto e também para parceiros do programa de residência em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial da UFRN.

O coordenador do Curso  e cirurgião-dentista , Adriano Rocha Germano, explica que a ideia é manter a Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial, que é uma especialidade odontológica, e a Universidade Federal do RN na vanguarda do conhecimento científico, prestando um serviço de alto nível a comunidade carente, usuária do SUS.

O evento conta com apoio do HUOL, da pró-reitoria de pós-graduação, Centro de Ciências da Saúde, Departamento de Odontologia, programa de pós-graduação em Saúde coletiva, Zeiss e a Johnson & Johnson.
 
Sobre a técnica:

A microcirurgia  possibilita melhorar os resultados da reconstrução óssea do complexo maxilo-mandibular. É a mesma técnica usada no transplante facial, onde o osso juntamente com os vasos, são dissecados de uma área doadora distante da face, sendo posteriormente estabilizados na área perdida. Os vasos dissecados são microsuturados (com auxílio de microscópio) em uma outra região, que no caso é a face, permitindo o fluxo sanguíneo imediato que nutrirá o enxerto. Assim, a técnica permite uma melhor performance do enxerto, sobrevivendo mais e diminuindo as perdas ósseas, sobretudo em grandes áreas que devem ser reconstruídas. 

No RN já realiza reconstrução facial tradicional, sem a microcirurgia, mas já ingressa na era da reconstrução microcirurgica.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Senado Federal adia votação do Projeto da Odontologia na UTI para 2014

Apesar da solicitação de “urgência” na tramitação ao Projeto de Lei da Câmara 34/2013, por parte do relator senador Sérgio Souza (PMDB-PR) e dos esforços do Conselho Federal de Odontologia, por meio da Comissão Parlamentar, a votação no plenário do Senado Federal foi adiada para 2014. O PLC 34 assegura a prestação de assistência odontológica a pacientes em regime de internação hospitalar – Unidade de Terapia Intensiva (UTI), aos portadores de doenças crônicas e, inclusive, aos atendidos em regime domiciliar na modalidade home care.
A prorrogação aconteceu em virtude da pauta cheia e da votação prioritária do Plano Nacional de Educação (PNE) e do Orçamento Impositivo no plenário do Senado Federal. O trabalho da Comissão Parlamentar do CFO terá continuidade assim que o Congresso Nacional retomar as atividades, em fevereiro de 2014.