quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Sindicatos se unem contra a quebra da Isonomia na categoria da saúde

Nesta quinta-feira (14), o Soern participou juntamente com o Sinsenat, Sindas e Sindsaúde participaram da Audiência Pública, na Câmara dos Vereadores, por proposição da vereadora Amanda Gurgel (PSTU), cujo tema foi à Quebra da Isonomia na categoria da saúde, em caso de aprovação de carreira somente para médicos. Se o projeto tiver prosseguimento, a coordenadora do Sinsenat, Soraya Godeiro, anunciou a mobilização das Entidades Sindicais para decretar greve geral por tempo indeterminado. Estiveram presentes  representantes da prefeitura, de movimentos populares, entidades sindicais e sociedade civil.




O debate versou, principalmente, sobre o projeto do prefeito Carlos Eduardo (PDT) que cria um plano de cargos e carreira específico para os médicos, em separado dos demais trabalhadores da saúde de Natal. Entretanto, para a vereadora Amanda Gurgel, a medida implica na quebra da isonomia e criação de um direito exclusivo aos médicos.
“Todos os servidores da saúde, bem como outras categorias do funcionalismo municipal, não tiveram nenhuma reivindicação de direitos atendida este ano. É justo que os médicos recebam um salário digno e não estamos aqui para jogar uma categoria contra a outra. O que não achamos justo é o tratamento desigual entre classes ou grupos profissionais”, explicou.
De acordo com o secretário de Saúde, Luiz Roberto Fonseca, a proposta já foi apresentada e aceita pela categoria médica, inclusive o texto está pronto para ser encaminhado ao Gabinete Civil, posteriormente, à Câmara Municipal. “Acredito que esta é a única saída para o SUS. Porque a carreira pública não atrai os médicos, haja vista que eles podem ganhar muito mais na iniciativa privada. A gente abre concurso e, simplesmente, não há concorrência. Estamos a criar condições de atratividade para esses profissionais”.
 

Soraya Godeiro, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Natal – Sinsenat, disse que está em jogo a perda de um direito adquirido há 30 anos. “Foram muitas lutas para garantir a manutenção da isonomia no funcionalismo. Vamos questionar o projeto da prefeitura com medida judicial e mandado de segurança. É hora de convocar os servidores, superar as divergências internas que existem nos movimentos sindicais e unir forças para o enfrentamento”, defendeu.
A coordenadora-geral do Sindisaúde, Simone Dutra, falou que a luta é para a construção de um plano único para o conjunto do funcionalismo, visto que o trabalho na saúde é feito de forma cooperada. Segundo ela, os médicos ganham pouco, mas não são os únicos a sofrerem com a política de baixos salários que impera no Brasil.
Representando o SOERN, o diretor Flávio Calife,  acredita que o posicionamento nesse momento é de união das entidades para lutar pela isonomia.

Informações BLOG DO BORGES/ Sinsenat


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