quinta-feira, 16 de junho de 2016

SOERN realiza movimento com cirurgiões-dentistas em Ceará-Mirim

Os dentistas de Ceará-Mirim essa semana vivem um momento decisivo para sua jornada de trabalho. No dia 13,  decidiram por realizar uma greve, enviando na terça-feira,14, a documentação para Secretaria Municipal de Saúde  informando a decisão e realizando um ato público em frente ao órgão, passando pela unidade de atendimento e finalizando no Mercado Municipal informando a população sobre a real situação de trabalho e salários defasados.



Nesta quarta, 16, os profissionais realizaram um café da manhã em frente à secretaria municipal de saúde com a participação da população e entregando um panfleto informado os motivos da greve: Concurso público, Condições de trabalho e Salário Digno. Além da secretaria, o movimento passou novamente pela Unidade de Saúde, tendo seu encerramento na praça, em frente ao Mercado Municipal.

“Nós estamos corajosamente, de forma legal, ordeira, pacifica, demonstrando a nossa insatisfação por não conseguirmos trabalhar por falta de condições mínimas de cidadania, por falta de condições de trabalho, por falta de condições de sobrevivência desses profissionais que dedicam suas vidas  na cura, na prevenção e no cuidado a população. Chegou o momento em que os cuidadores adoecem e é por isso que deflagramos aqui em Ceará-Mirim um movimento que já permeia todos os municípios do estado”, disse o presidente do SOERN, Ivan Tavares.



Participando do movimento, o presidente do CRO/RN, Glaucio Morais esteve acompanhando às idas a Ceará-Mirim. “Esse é um movimento legítimo, há 10 anos que estes profissionais empregados aqui não recebem os direitos trabalhistas, são contratados irregularmente, e agora os  profissionais tomaram consciência, e desse  jeito não pra continuar com salários baixíssimos, aviltantes. A constituição brasileira diz que o salário tem que dá para o sustento, lazer, transporte e com isso aqui não é possível", desabafa .

Para o profissional Eliakim Medeiros, funcionário há um ano e seis meses em Ceará-Mirim,  as novas mudanças determinadas pelas prefeitura, os fizeram a deflagrar o movimento, “Nós trabalhávamos normalmente, porque era conveniente devido aos poucos horários, mas agora exigindo as 40 horas semanais e com esse baixo salário de R$ 1.800,00, foi o estopim para procurarmos o Sindicato e CRO”, afirma.


Nesta quinta-feira,16, os cirurgiões dentistas iam se reunir com o prefeito para iniciar a negociação e nesta sexta-feira,16, aconteceria uma reunião com Ministério Público, mas foi remarcada para a próxima semana.

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