sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Precarização da odontologia no SUS movimenta Assembleia Legislativa


O Plenarinho da Assembleia Legislativa foi cenário para audiência que discutiu "A precarização do serviço de odontologia na atenção básica - Sistema Único de Saúde", uma propositura do deputado Raimundo Fernandes. A audiência pública é mais uma ação do #valorizaodonto e teve como intuito lutar pelos direitos da categoria, bem como a implantação do salário SOERN/DIEESE e condições dignas de trabalho. A mesa foi composta pelo deputado proponente, Raimundo Fernandes, o presidente do SOERN - Ivan Tavares, Glaucio Morais - presidente do CRO, José Ferreira Campos - presidente da FIO, Marco Aurélio Azevedo -  Coordenador Estadual da Saúde Bucal, e Gustavo Guedes - professor da UERN em Caicó. Na plateia, um pouco mais de 50 cirurgiões-dentistas compareceram a este importante desdobramento do movimento que iniciou nas ruas do Estado.
Com a palavra, o deputado Raimundo Fernandes destacou que aquela Casa já tinha proferido discurso para várias categorias, médicos, contadores, policiais e outros, mas era a primeira vez que recebia um discurso pra lutar por um salário digno aos cirurgiões-dentistas. “É preciso que vocês estejam organizados para lutar e exigir melhorias junto aos gestores”, disse.



O presidente do CRO-RN, Glaucio Morais, agradeceu a oportunidade em nome do plenário do Conselho, “A odontologia é parte integrante da saúde do indivíduo, por tanto somos merecedores de um bom salário e o CRO há muitos anos denúncia a precarização na odontologia”, destacou.


O secretário do CFO, Eimar Lopes, disse aos presentes que estava extremamente à vontade para falar sobre a precarização da odontologia no SUS aqui no Rio Grande do Norte. “Conheço um pouco a realidade desta profissão, desde minha entrada nas entidades de classe, tanto no CRO, como no SOERN e não dá para falar de precarização da odontologia, sem falar e sem conhecer o SUS, é preciso que saibamos como surgiu e como ele foi distribuído de lá pra cá, pois não há mudança sem luta e sem conhecimento”, falou o representante do CFO.


Marco Aurélio  Azevedo iniciou sua participação explicando que na verdade ele é chefe de Grupo de Saúde Bucal e esclareceu que no Estado, não existe uma Coordenação de Saúde Bucal e através desse fato, mostrou aos presentes que a categoria tem muitas  dificuldades. “Precisamos nos organizar, aqui não existe uma coordenação de saúde bucal, e assim como em Pernambuco, precisamos  ter uma coordenação de fato, estou há 31 anos no SUS, e nesse cargo estou porque ninguém  o reivindicou”, desabafou .

Uma das participações mais aplaudidas, o professor de Odontologia Legal da UERN, Gustavo Guedes frisou a importância da odontologia brasileira e disse que os profissionais não se diferenciam dos dentistas de todo o mundo pela técnica, mas enquanto universidade é preciso melhorar. ”Nós estamos aqui para contribuir com as entidades de classe, a fim de mudar essa realidade; Esse processo precisa de vários agentes, os políticos, as entidades, em especial Conselho e o Sindicato, e aos cirurgiões-dentistas que não podem fugir da responsabilidade; Se nós não tomarmos posse hoje, como será daqui a 10 anos?” disse o professor que finalizou sua participação com um este questionamento, e na oportunidade  parabenizou os estudantes pelo seu dia.

O presidente da FIO, José Ferreira Campos também cobrou a participação da categoria, “O Conselho, o  Sindicato fazem a sua parte, é preciso que os cirurgiões-dentistas participem das reuniões e chamem os colegas, e aqui digam suas opiniões, para que nós possamos tomar posições efetivas”, salientou.

Encerrando os discursos, o presidente Ivan Tavares, além de mostrar a insatisfação com a categoria que não se fez presente na audiência pública, destacou, também, a ausência do Ministério Público, além de reforçar que a audiência era muito mais que uma briga salarial. ”Nós não estamos aqui para reivindicar salário, mas para mostrar a importância capital desta profissão na sociedade, estamos aqui pra dizer que nós somos imprescindíveis a saúde, estamos aqui pra ratificar a necessidade um olhar diferenciado para saúde do povo, porque a odontologia é parte da saúde, sem nós o povo adoece, estamos aqui para  chamar a atenção na Casa do Povo para o Povo do fato que somos imprescindíveis a saúde”, finalizou o presidente do SOERN.

         A palavra foi facultada ao plenário que foi unânime em reconhecer o baixo quorum para um assunto de extrema importância. E também , enumeraram as inúmeras dificuldades que passam os Cd em suas cidades, como atraso de salário,baixa remuneração e condições de trabalho.
       Importante salientar a brilhante condução dos trabalhos feita pelo dep. Carlos Augusto Maia em substituição ao dep. Raimundo Fernandes.






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