quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Presidente do SOERN participa de coletiva sobre a saúde pública no RN

Na manhã de hoje (1), os sindicatos da saúde do Rio Grande do Norte receberam a imprensa potiguar para denunciar o caos que se encontra a situação da saúde pública do Estado devido ao descompromisso com a vida das pessoas, que estão nos leitos dos hospitais, que vai desde falta de medicamentos essenciais para o controle de doenças até a falta de macas, o desespero das salas de cirurgias lotadas e até a falta de higienização, segurança e refeições dos hospitais.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Médicos do RN, Dr. Geraldo Ferreira, a coletiva marca o prenuncio da paralisação, que se inicia amanhã, devido a desassistência da população, comprovada na falência do sistema de todos os hospitais de urgência e emergência do Rio Grande do Norte. “Não podemos ser omissos. Já tivemos muitas crises, inclusive profundas e intensas, greves históricas, mas que nunca vi algo semelhante. Esse movimento não tem qualquer correlação com os movimentos eleitorais em vigor, já que a falência em que se encontra a saúde deve-se a um todo”, explica. Ele acrescenta amanhã os profissionais da saúde vão as ruas para denunciar a situação de caos e vamos assinar um documento solicitando a visita da Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal e do Senado Federal, para que venham ao RN comprovar in loco esse caos e solicitar às devidas providências e, por fim, dar um prazo de 30 dias para que as secretarias de saúde estadual e municipal apresentem alguma alternativa ou plano que permita sair dessa crise. Sabemos que existe solução. O Tribunal de Justiça disponibilizou algo em torno de 100 milhões para o Governo do Estado. O Estado pode usar pelo menos 20 milhões para pagar as dívidas”, completa.
Já vice-coordenadora do SindSaúde-RN, Simone Dutra falou que a crise é de tudo ao mesmo tempo. “A sensação que temos é que nada funciona. Achamos necessário tomar medidas enérgicas que estejam acima do próprio governo estadual”, disse. Ela falou, ainda, que os recursos da saúde atualmente não são tratados de forma autônoma, uma vez que o planejamento centraliza tudo. A saúde não pode ser cabide de emprego”, completa.
O presidente do SOERN, Dr. Ivan Tavares, aproveitou o momento para ressaltar o movimento que se inicia amanhã é contra o desmonte do SUS. “Queremos falar sobre o sistema que atende a todos os brasileiros, mas sobretudo a 80% da população que não tem condições de ter um plano brasileiro”, finaliza.


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