quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Assembleia unificada decide que greve continua por tempo indeterminado

Na manhã de ontem (30), dirigentes do SOERN participaram de Assembleia Unificada na sede do Sinsenat. O evento, que teve como pauta a avaliação, balanço e encaminhamento da greve, contou com uma representação expressiva de servidores representados pelo Sinsenat, Sindern, Sindsaude e.SOERN.

De acordo com a presidente do Sinsenat, Soraya Godeiro, ontem deveria estar sendo concluído o salário referente ao mês de novembro, mas a prefeitura não conseguiu fechar a folha de outubro ainda. “Não adianta manter a greve, se os servidores retomarem suas atividades ao receber o pagamento, sem pensar nos colegas que continuam na luta com os salários em atraso".

Quem também deixou uma mensagem foi o vice-presidente do SOERN, Edson Cirilo. “Uma Instituição não pode aderir uma greve sem o devido apoio da categoria. Os trabalhadores precisam tomar uma decisão e dar mais força ao movimento”, disse.

A diretora do Sindicato dos Servidores da Saúde do RN (Sindsaúde), Célia Maria Dantas, defende que os gestores deveriam enxergar a importância dos servidores da saúde. “Não temos nossos direitos cumpridos e garantidos. Não recebemos adicional noturno, insalubridade, gratificações e nem temos quinquênios implantados e anda temos nossos salários atrasados”, comenta e acrescenta que Natal tem 21 mil servidores e que espera o apoio e participação nos movimentos de, pelo menos, 10 mil destes.

Já o presidente do Sindern, Luciano Cavalcante, aproveitou o momento para pedir que os profissionais presentes fizessem uma reflexão. “Não passamos em concurso para receber nossos salários parcelados. Nossa categoria nunca esteve tão empenhada, estamos unidos, visitando as unidades e conversando com os demais colegas”, disse e acrescentou que se os servidores fossem enumerar os motivos reais para entrar em greve, passariam de 50.

O representante da assessoria jurídica do Sinsenat, o advogado Gustavo Barbosa deixou claro que o direito da greve é constitucional. “Ao atrasar os pagamentos de seus servidores, a prefeitura está desrespeitando a lei, ou seja, agindo de forma ilícita. Se o movimento grevista for coeso, contará com apoio do Tribunal, que se sentirá pressionado, sendo obrigado a dar uma resposta mais técnica e não só política”. 

Já a diretora de comunicação do SOERN, Teresa Neumann. lamentou a ausência dos profissionais da odontologia na luta. “Não sei se o motivo é a vergonha de dizer que também estão sem dinheiro. Estamos na linha de frente, levando rajadas, muitos dissabores, sempre lutando para chegar onde chegamos. Vamos mobilizar a sociedade para ficar do nosso lado. Nenhuma luta é para todos, mas apenas para os que acreditam na vitória”, completa.

Ao final, a Assembleia decidiu, por unanimidade, que a greve deve continuar por tempo indeterminado, em defesa do cumprimento da Lei Orgânica do Município, que define o recebimento das remunerações até o último dia útil de cada mês. Também ficou definido um novo ato público, marcado para a sexta-feira (2), às 8h, em frente à Prefeitura. 

Créditos das fotos: Sinsenat




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