quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Representantes sindicais se reunem com o prefeito Carlos Eduardo

Na manhã de ontem (21), representantes sindicais se reuniram com o prefeito Carlos Eduardo e alguns secretários, na Prefeitura. O objetivo era falar sobre o atraso nos pagamentos dos servidores públicos do município.

Quem iniciou o debate foi Carlos Eduardo, que disse que esse é um momento muito importante para todos. “Somos instituições representativas da Cidade e não podemos, diante da situação que estamos vivendo, deixar de dialogar. O que nos traz aqui é a situação em que o País enfrenta. Ninguém aqui ignora e nem deixa de sofrer as terríveis consequências de uma crise econômica e política, sem precedentes na nossa história, além de moral e ética”, lamenta o prefeito.
A presidente do Sinsenat, Soraya Godeiro falou sobre as perspectivas. “Vamos sair daqui e atender a imprensa e o que temos para dizer é que o prefeito disse que há a possibilidade de até dia 30 pagar o mês de novembro, e dezembro a ver navios. Como vai ficar a Cidade com os servidores públicos sem condições materiais e psicológicas de ir ao trabalho? O prefeito deveria visitas algumas casas de trabalhadores para checar as condições atuais. Crianças sem leite, sem fraldas. Um caos”, comenta.


A diretora do Sindicato dos Servidores da Saúde do RN (Sindsaúde), Célia Maria Dantas, também falou sobre a situação. “O que nos deixa indignados é que, enquanto a prefeitura atrasa os salários, empresas terceirizadas, como a JMT crescem cada vez mais”, comenta. Ela acrescenta que na Maternidade Araquém, ano passado haviam dois servidores na recepção, hoje é possível encontrar cinco, dois quais três são da JMT.    
O presidente do Sindern, Luciano Cavalcante reforçou o que disse Célia e também lamentou o não pagamento. “É triste quando vemos colegas adoecendo pela situação financeira em que se encontram. Vários relatam casos de adoecimento, em detrimento desse atraso, pois ele atinge todo poder de compra do trabalhador”, lamenta.  



Quem também teve oportunidade de falar foi o presidente do SOERN, Dr. Ivan Tavares, que mencionou a situação atual dos servidores. “Estamos cumprindo nosso papel histórico de resistência. Os sindicalistas são pessoas com representação dada por lei e que devem, no conjunto da sociedade, viver ao lado da verdade. Queria lembrar ao prefeito, que ele irá ficar conhecido na história como o prefeito que quebrou a isonomia na saúde de Natal”, disse e acrescentou que os trabalhadores vivem numa sociedade estratificada, que os tem levado para base da pirâmide, sendo culpados por tudo, mas a maior penalização é para a população. “Não gostamos de fazer greve. Esse é o último recurso que temos”, completa. Ao final o presidente do SOERN sugeriu ao prefeito que os 22 mil servidores públicos pudessem postergar o pagamento dos impostos, como por exemplo, o IPTU, sem cobrança de juros. “Espero que a Prefeitura nos dê a possibilidade dos pagamentos de nossos tributos em atraso, sem as correções devidas”, finaliza. 

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