quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Servidores municipais decidem em assembleia que greve deve continuar

Com o auditório do Sinsenat lotado, os servidores públicos municipais decidiram, por unanimidade, na manhã de hoje (22), em Assembleia, a permanência da greve. O motivo é o atraso no salário. 


Quem abriu o evento foi a presidente do Sinsenat, Soraya Godeiro, que falou sobre as perspectivas depois da reunião de ontem com o prefeito Carlos Eduardo. 




Em seguida quem se pronunciou foi o presidente do Sindern, Luciano Cavalcante que pediu empenho de todos neste movimento. "O prefeito falou por 1h05 e não falou nada além do que já tinha falado em seu discurso de campanha. Pedimos que os colegas de trabalho fortaleçam o movimento. Não é momento de ficar de cabeça baixa, mas sim engrossar a luta”.


A diretora do Sindicato dos Servidores da Saúde do RN (Sindsaúde), Célia Maria Dantas também reforçou a importância da adesão à greve. “Não estamos recebendo em dia. Já vi profissional dizer que precisava ir para casa, pois conseguiu 5 reais e precisava comprar comida para os filhos que ficaram em casa com fome”, lamentou. Ela deixou um recado aos profissionais que estão indo trabalhar a pé. “Quem não tem dinheiro para passagem, é bom lembrar que a Prefeitura já quebrou o contrato há muito tempo. Os que tem dois vínculos, usam recurso do outro pagamento para ir trabalhar, mas quem tem apenas um, nem tem dinheiro para passagem e nem comida. Estamos orientando que as unidades básicas fechem”.



A diretora de comunicação do SOERN, Teresa Neumann, disse que o SOERN, mesmo sem a representatividade física, se estabelece como entidade nesta luta unificada, se sobrepondo a toda e qualquer pressão que a gestão venha a fazer. “O SOERN, como entidade, permanece aqui firme, nessa luta unificada, caracterizando essa greve, o único instrumento de luta que nós temos”, explica.



Já o presidente do Sindguarda, Souza Júnior falou do Refis, uma ação do Governo Federal, voltada para as grandes empresas. “Trata-se de um refinanciamento para as grandes devedoras do País. Falar que existe uma crise, que o País quebrou, não condiz com as práticas do Governo Federal. O prefeito ontem disse que a prefeitura fez todos os esforços, mas que desde de dezembro de 2014, já sabia que não teria como pagar os salários dezembro de 2016. Se sabia, por que não se planejou? Vamos acordar. Chegou o momento de dar uma resposta em nível local, estadual e federal”, conclui.




Ao final, quem falou foi o presidente do SOERN, Dr. Ivan Tavares: "Ouvi o prefeito, que já tem uma genética espalhada há algumas décadas, falar em crise nacional. Ele disse ontem que o Brasil quebrou. O Brasil não quebrou coisa nenhuma, o que nos preocupa é a terceirização em curso. Não podemos desconectar o que acontece em Natal com o que acontece em Brasília., há mudança de paradigmas que está sendo anunciada para culpar o servidor pelas mazelas que ocorrem em nosso País e no mundo todo.  Nossa luta é por nossos empregos!"

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.