Em tempos antigos, no Hemisfério Norte, a celebração da Páscoa era marcada com o fim do Inverno e o início da Primavera e os pastores e camponeses presenteavam-se uns aos outros com ovos.
Há quem diga que a palavra anglo-saxónica (Easter) que significa Páscoa tem origem pagã: deriva de Eastre, o nome da Deusa Teutônica símbolo da Primavera e da fertilidade, tradicionalmente celebrada durante o mês de Abril.
Para os Hebreus o nome
páscoa surgiu a partir da palavra hebraica "pessach" ("passagem"), que significava o fim da escravidão e o início da libertação do povo Judeu (marcado pela travessia do Mar Vermelho, que se tinha aberto para "abrir passagem" aos filhos de Israel que Moisés ia conduzir para a Terra Prometida).
Para os Cristãos, a Páscoa é a passagem de Jesus Cristo da morte para a vida: A Ressurreição!
A passagem de Deus entre nós e a nossa passagem para Deus.
É considerada a festa das festas, a solenidade das solenidades, e não se celebra dignamente senão na alegria.
A Festa passou também a ser Cristã depois da última Ceia de Jesus com os Apóstolos, um dia antes de sua crucificação, na quinta-feira anterior à Páscoa Judaica - Sábado.
Esta passou a ser chamada de Quinta-Feira Santa. Os cristãos celebram na Páscoa a Ressurreição de Cristo, a passagem da morte à vida, na manhã do Domingo depois da Páscoa Judaica.
É a festa da nova vida, a vida em Cristo ressuscitado!
Na Semana Santa são celebrados os acontecimentos mais significativos da vida de Cristo:
A Ceia de despedida, a agonia no Jardim das Oliveiras, o caminho do Calvário, a morte na Cruz, a Ressurreição...
É expressado o tempo de graça que é a Páscoa pelas leituras, as orações, os cânticos… E também com os sinais e símbolos.
Desde os ramos de palmeira do Domingo de Ramos até ao Círio e à Água Batismal da Vigília Pascal, a Comunidade Cristã expressa a sua fé e a sua vivência do mistério Pascal através de gestos simbólicos muito expressivos.
QUARESMA
Os 40 dias que precedem a Semana Santa são dedicados à preparação para a celebração.
Na tradição judaica, havia 40 dias de resguardo do corpo em relação aos excessos, para rememorar os 40 anos passados no deserto.
CORDEIRO
Simboliza Cristo, sacrificado em favor do seu rebanho.
O Cordeiro é o símbolo mais antigo da Páscoa, é o símbolo da aliança feita entre Deus
e o povo Judeu na Páscoa da antiga lei.
No Antigo Testamento, a Páscoa era celebrada com os pães ázimos (sem fermento) e com o sacrifício de um cordeiro como recordação do grande feito de Deus em prol de seu povo:
A libertação da escravidão do Egito.
Assim, o povo de Israel celebrava a libertação e a aliança de Deus com seu povo.
Moisés, escolhido por Deus para libertar o povo Judeu da escravidão dos faraós,
comemorou a passagem para a liberdade, imolando um cordeiro.
Para os cristãos, o cordeiro é o próprio Jesus, Cordeiro de Deus, que foi sacrificado na cruz pelos nossos pecados, e cujo sangue nos redimiu:
"Morrendo, destruiu nossa morte, e ressuscitando, restituiu-nos a vida".
É a nova Aliança de Deus realizada por Seu Filho, agora não só com um povo,
mas com todos os povos.
Fonte: http://vilamulher.terra.com.br