quarta-feira, 5 de setembro de 2012

CAMINHADA EM PROL DA SAÚDE DO RN



C O N V I T E



No próximo dia 07 de setembro, 6ª feira, na Praça 07 de Setembro, às 8h30min, o Sindicato dos Odontologistas do Rio Grande do Norte – SOERN, o SINDSAÚDE e o SINMED convidam a todos os PROFISSIONAIS e ESTUDANTES DA SAÚDE do RN para a caminhada: 

“TODOS PELA SAÚDE!!!”.

O ato é uma manifestação contra o descaso e o caos na saúde de Natal e do RN.

A concentração será em frente à Assembleia Legislativa e segue até o Palácio dos Esportes, na Praça Cívica.

Estamos em greve por melhores salários
e sua participação é importantíssima!

EXTRA Assessoria de Comunicação  
Rua Cel. Francisco Borges, 105- Tirol - Natal/RN


Ana Beatriz Pires – 9132-3654 / Ariadne Monteiro – 9908-8777 /
Fabrine Medeiros - 9921-9910 / Milena Martins - 9985-1912

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Curso de Medicina Oral e Odontologia Hospitalar


Começa no próximo dia 13 de setembro, o curso de Medicina Oral e Odontologia Hospitalar promovido pelo Sindicato dos Odontologistas do RN, SOERN. O objetivo do curso é capacitar os cirurgiões-dentistas para o atendimento aos pacientes internados nos hospitais da rede estadual. Com duração de 13 meses, o curso, que é coordenado pelo dentista Lenilson Carvalho, terá carga horária de especialização e seguirá os moldes do atendimento feito no Hospital Sírio Libanês.
Fonte: Extra Comunicação

sábado, 25 de agosto de 2012

Câncer de Boca foi abordado no XII Congresso de Odontologia


O especialista em periodontia, Doutor em estomatologia, Professor  da Universidade Federal do Paraná e Consultor do Ministério da Saúde em Estomatologia, Cassius Carvalho Torres Pereira, convidado do SOERN, atraiu boa parte dos participantes do XII Congresso de Odontologia do RN, na tarde de ontem (25), para sua palestra, que falava sobre o Câncer Bucal. Cassius Torres é referência no Brasil em Estomatologia, especialidade da Odontologia que tem como finalidade prevenir, diagnosticar e tratar as doenças que se manifestam na cavidade oral e no complexo maxilo-mandibular.
O professor Cassius aproveitou o momento para alertar os profissionais e a população do RN, para as formas de diagnosticar e tratar precocemente o Câncer de Boca, a fim de diminuir o número de mortes causadas por essa doença. “É uma doença ligada ao tabagismo, etilismo, exposição solar, fatores socioeconômicos e HPV”, disse Cassius, que acrescenta que a doença em sua forma oral chega a ser a 5º colocada em homens e 8º em mulheres.
De acordo com o professor, a doença vem tomando proporções cada vez maiores e a rede pública precisa estar adaptada para receber esse problema. “A estratégia de gestão tem que ser feita de acordo com a demanda de cada região. A alta complexidade tem que estar capacitada, assim como a equipe de radioterapia e quimioterapia. No Brasil a expectativa é que surjam 14 mil novos casos”, alerta.
A prevenção primária, que trata da transversalidade e ataque aos fatores de risco, como por exemplo a diminuição de fumantes e alcoólatras, foi uma das sugestões feitas pelo estomatologista. “Já na prevenção secundária, processo de doença em início, é preciso intervir para mudar o curso da doença, estabelecer o diagnóstico precoce”.



O câncer da boca, conforme conta Cassius Torres, começa com uma lesão pequena, o chamado pré-câncer, que é também pré-maligna. “Raramente a gente considera a possibilidade que a doença já tenha um nascedouro forte. A prevenção secundária é importante e ajuda ao não desfiguramento, mutilação e o impacto de custo que é reabilitar um paciente com uma situação desta”, atenta o professor, que disse que, em fase avançada, a mortalidade é elevada, mesmo após o tratamento adequado.                                                                                                                                                                                             É possível fazer diagnóstico precoce da doença? Cassius acredita que o profissional da odontologia pode detectar o câncer em um estado mais inicial do que os médicos. “Esse dados são confirmados através de estatísticas, mas a maior parte da procura na rede vem através de encaminhamento de médicos. Para se ter uma ideia, apenas 6,35% procuraram primeiro o dentista”, conta. Ele acrescenta que a média de dias até procurar um profissional é de cerca de 273.
Já o prof. da UFRN, Dr. Antônio de Lisboa Costa, disse que recebe peças do Estado inteiro e de todos os dentistas de Natal. “Todas as peças que chegam ao laboratório, são processadas. As peças passam pelos alunos e se há suspeita, mandamos processar com mais rapidez e já fazemos o diagnóstico, como forma de agilizar o tratamento do paciente”, explica. Ele disse que toda as terças-feiras à tarde os alunos do mestrado atendem na clínica de patologia das 14 às 18h. “Deixo meu telefone a disposição para ajudar aos colegas, é o 99628214”, disse o profissional que tem viajado pelo RN inteiro apresentando trabalhos e discutindo as lesões com colegas dentistas.
A Coordenadora de Saúde Bucal do RN, Dra. Maria Goretti  Souza parabenizou a iniciativa do SOERN pela excelente explanação, que segundo ela, foi bastante rentável. Ela aproveitou para enfatizar o Decreto 7508, que estabelece novas normas para organização do Sistema Único de Saúde e fala da formação da rede para a Oncologia, na qual a odontologia está inserida.
Enquanto isso, coordenadora estratégico bucal do programa Saúde da Família, que representou a Secretaria Municipal de Saúde, Vera Castro, elogiou a palestra do professor e disse que com o aumento da mortalidade, relativa ao câncer bucal, faz nascer a necessidade de mais cursos de capacitação do tema, que ela classificou como agressivo.
Quando questionado sobre a importância de um estomatologista nos CEOs (Centro de Especialidades Odontológica), Cassius Torres respondeu que no Brasil existem menos estomatologistas do que CEOs. “Ainda que quisesse ter um em cada CEO, não poderia. É preciso haver uma reorganização das redes”.
Um dos grandes dilemas do debate, foi com relação ao auto exame. “Sobre o auto exame existe uma escassez de informações sobre o assunto. Tenho uma posição pessoal e cética. Não consigo imaginar que este exame possa ser incorporado pelo paciente. Sou professor e não faço em mim mesmo”, finaliza Cassius.