Na manhã de terça-feira, 27, estudantes e cirurgiões dentistas participaram
de um manifesto no Centro Odontológico Morton Mariz, no bairro da Ribeira. O
ato público organizado pelo SOERN, contou com o apoio do CRO, CACO, SINMED e
demais entidades da saúde.
O evento iniciou com um café da manhã e na concentração estudantes
e profissionais relataram as pelejas da profissão. Ivan Tavares convocava a
população e profissionais do Centro a participarem do ato que tinha como
reivindicação Carreira SUS e melhores condições de trabalho. O pediatra Manoel
Marques, representando o SINMED, falou que os médicos estão solidários as
causas do SOERN e neste dia iam com eles à rua.
Em caminhada rumo à Prefeitura de Natal, teve apoio das entidades e da
população que gritava por onde os manifestantes passavam se solidarizando com a
causa. Samara Martins, estudante do 2º período de odontologia da UFRN, juntou
coro aos profissionais e soltou a voz clamando “Nossa luta é todo dia, a Saúde
não vai ser mercadoria”.
Já na prefeitura, com a participação dos médicos, um profissional da
categoria citou uma campanha de calúnia contra a profissão. Existe uma campanha de calúnias
orquestrada pela imprensa e nela os médicos ganham uma montanha de
dinheiro, mas que dinheiro é esse que quando a gente se aposenta com 20h ganha
R$ 1.500,00?”desabou Arthur, médico, associado ao SINMED.
O presidente do CRO, Jaldir Cortez, falou da importância da categoria ir
à rua. “Nós temos que ir às ruas pelas lutas, pela carreira SUS e por
melhores condições de trabalho e como dizia o poeta Fernando Pessoa “Deus quer,
o homem sonha e a obra nasce”, disse o representante do Conselho.
O idealizador do movimento Ivan Tavares chamou a atenção para a
importação dos profissionais que agora começou com os médicos, mas que pode se
estender para as demais profissões como enfermeiros, odontologistas e outros,
além de cobrar uma resposta do prefeito. “Nós não queremos como resposta a
guarda municipal de braços cruzados na porta prefeitura, nós estamos aqui de
cara limpa e fazemos questão de preservar o patrimônio público, nós queremos
uma manutenção da saúde pública” cobrou o presidente do SOERN, que ainda
reforçou sobre os profissionais e estudantes que estavam participando quererem
o melhor para o povo e também porque tinham o direito de saber sobre o futuro.
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