sábado, 25 de agosto de 2012

Mesa Redonda: Visão Atual da Atenção Odontológica nos Municípios de Natal/RN e Campo Grande/MS

border="0" height="240" width="320" src="https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh9Kk-8dAI3pebUJp5DU8NmoVJQ5s8TI5dKbn9zBefdefW-0Xnwu_YPd8QbvaTWayw3jb1y9HZffY_OeyuJK73pg4TlxRD9y9TvIWn0tRrq0uhyphenhyphenjmEwMHP1cnhHcwubxUqT5SIfX8OTMwU/s320/x6soern.jpg" />
O SOERN comemora o sucesso da "Mesa Redonda: Visão Atual da Atenção Odontológica nos Municípios de Natal-RN e Campo Grande-MS", que ocorreu no XII Congresso de Odontologia do RN. O evento contou com a presença do Cirurgião-dentista, Eimar Lopes, da Coordenadora de Saúde Bucal da Estratégia de Saúde da Família, Vera Castro, que representou a Secretaria Municipal de Saúde, do Conselheiro Municipal de Saúde, C.D. Flávio Calife, da Prof. da Universidade Federal de MS, Dra. Valéria Lacerda e do representante do CRO, C. D. Gláucio Morais. A palestrante e professora, Dra. Valéria Lacerda, falou sobre o atendimento odontológico de Campo Grande. "Nada aconteceu do dia para noite. Reorganizamos o serviço odontológico e mudamos a visão, que era limitada ao atendimento escolar", inicia o discurso a profissional, acrescentando que, com a implantação do SUS, foi necessário abrir mão desse modelo que não funcionava mais. "Optamos por trabalhar com fortalecimento da atenção básica"' disse. Para conseguir chegar ao modelo atual de Campo Grande, elogiado nacionalmente, Valéria Lacerda conta que foi preciso organizar os serviços, mobilizar a categoria e contar com a força de vontade da gestão. "Em 1998 a secretaria de saúde comprou a vontade de realizar esta mudança. Tirou os dentistas da escola, mesmo havendo resistência de alguns e criou ambiente necessário para iniciar as mudanças. O prefeito contribuiu muito, foi um parceiro" lembra a professora. O trabalho em Campo Grande se iniciou em 1998, partindo da concepção de que para cárie não existe cura, existe controle. "Toda forma de planejar o serviço passou a ser diferente. O Sindicato dos Odontologistas de Mato Grosso do Sul foi essencial para a mudança. Hoje todos os nossos consultórios são novos, o mais antigo tem oito anos e todos contam com equipamentos da melhor qualidade", resume Valéria, que conta, ainda, que o sistema é organizado em formato de roseta, onde três profissionais clínicos gerais atuam em conjunto com um endodontista, além do odontomóvel que percorre todos os CEINFS (creches municipais de Campo Grande). "No laboratório de próteses temos atualmente seis dentistas e seis técnicos em prótese dentária, o que ainda não é suficiente", revela. De acordo com Valéria, foi através do sindicato, que os dentistas puderam batalhar pela abertura dos centros regionais e melhorias nas condições de trabalho, além da incorporação de produtividade e a negociação dos plantões. "A Secretaria de Saúde bancou cursos de capacitação e formação de profissionais, além de especialização de profissionais, que até hoje dão retorno para o município”, garante a professora. Com relação ao Prêmio Brasil Sorridente, Valéria disse que a cidade recebeu o prêmio com muita satisfação, porém o mais gratificante é saber da satisfação dos profissionais e demais membros da equipe, assim como da população. “É motivo de orgulho vir para fora falar da nossa cidade e mostrar como está o serviço do Mato Grosso do Sul”, finaliza. Quem falou em nome do Conselho Municipal de Saúde foi Flávio Calife, que deixou bem claro que a entidade, diferentemente do que muitos pensam, não é contra a UPA nem a AME, mas que eles lutam para que os funcionários sejam selecionados através de concursos públicos. "Dentro da gestão atual, não há comprometimento com a Odontologia. Esperamos que o próximo gestor utilize este modelo de Campo Grande como referência, pois esta gestão tirou um pouco de nossa dignidade", disse Flávio. Quem também deu uma palavra foi a diretora do SOERN, Teresa Neumann. “Temos entidades parceiras, conselho e sindicato, o que falta é a vontade política da gestão, que atualmente não dá a devida prioridade a saúde bucal. Conclamo a categoria a participar das assembleias, precisamos de massa humana para trabalhar conosco. A responsabilidade é de cada um de nós”. Representando a secretaria municipal de saúde, Vera Castro, que é Coordenadora de Saúde Bucal, disse que em Natal existe muita mudança de secretários e funcionários. “Todo consumo de Natal é comprado pelo setor de assistência farmacêutica e um departamento que é responsável pela entrega. A situação ficou insustentável. Acabou o Núcleo de Saúde Bucal. Natal é um sistema híbrido, a estratégia de Saúde da Família não funcionou. Nosso departamento de planejamento é excelente, mas nos deixa de mãos atadas porque nem sai as nossas licitações”, finaliza Vera. Ao final a plateia teve a oportunidade de interagir em debate com os participantes, despertando o desejo de mudança na assistência odontológica no município de Natal.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.