
É feriado nacional conforme Lei 10.607, de 19/12/2002.
No dia 1º de maio de 1886, em Chicago, grevistas entraram em choque com a polícia. Reivindicavam melhores condições de trabalho e salários mais justos. Suas exigências: “08 horas de trabalho; 08 horas de repouso; 08 horas de educação”.
O jornal Times, representante da burguesia, entre outras notícias, destacava:
“A prisão e o trabalho forçado são a única solução possível para a questão social. É necessário que esses meios sejam mais usados.”
E mais: “O único meio de curar os trabalhadores do orgulho é reduzi-los a máquinas humanas, e o melhor alimento que os grevistas podem ter é o chumbo.”
Mas não houve intimidação e, em 1º de maio de 1886, sábado, na porta de uma fábrica a polícia disparou contra os manifestantes. Saldo: 06 operários mortos, 50 feridos e centenas de presos.
Na 3ª feira seguinte, outra manifestação. A polícia então atacou com mortes e espancamentos.
Explodiu uma bomba e 04 operários e 07 policiais morreram. Centenas de pessoas morreram e muitos foram enterrados às escondidas.
O terror policial se espalhou e prendeu um grupo de líderes sindicais: August Spies, Albert Parsons, Sam Fielden, Oscar Neeb, Adolph Fischer, Michem Schwab, Louis Lingg e Georg Engel.
No julgamento ficou famosa a declaração de um dos jurados:
“Que sejam enforcados. São homens demais desenvolvidos, demais inteligentes, demais perigosos para nossos privilégios”.
Em 9 de outubro foi lida a sentença: Parsons, Engel, Fischer, Lingg e Spies foram condenados à morte na forca; Fielden e Schwab, à prisão perpétua e Neeb a 15 anos.
No dia 11 de novembro 4 foram enforcados. Lingg suicidou-se na prisão.
06 anos depois o governador de Illinois, anulou a sentença.
Liberou os 03 sobreviventes, acusando à infâmia o juiz, os jurados e as falsas testemunhas do processo.
Depoimento dos condenados:
“Arrebenta a tua necessidade e teu medo de ser escravo, o pão é a liberdade, a liberdade é o pão.” (Albert Parsons)
“Permiti que vos assegure que morro feliz porque estou certo de que centenas, milhares de pessoas a quem falei recordarão minhas palavras.” (Louis Lingg)
“Com o nosso enforcamento vocês pensam em destruir o movimento operário. Aqui terão apagado uma faísca, mas lá e acolá, atrás e na frente de vocês, em todas as partes, as chamas crescerão. É um fogo subterrâneo e vocês não poderão apagá-lo.” (August Spies)
Em junho de 1889, os socialistas reunidos em Paris, para fundar a
II Internacional, aprovaram a resolução de consagrar o dia 1º de maio de todos os anos como o Dia Internacional dos Trabalhadores, em memória das vítimas de Chicago.
A iniciativa se propagou lentamente, a princípio encontrando resistência das autoridades, que perseguiam policialmente os manifestantes, mas aos poucos se consolidou.
Hoje sob a designação do Dia do Trabalho, são feitas comemorações em todos os países do mundo.
Nos Estados Unidos o governo transferiu a comemoração para a 1ª segunda feira de setembro; na Nova Zelândia para 18 de outubro.
No Brasil, a primeira tentativa de celebrar em 1º de maio foi em 1893 com muita resistência do governo, mas, já a partir de 1895, a data foi celebrada completamente.
Foi institucionalizada com o Estado Novo em 1938, e declarado feriado nacional pelo Governo do Marechal Eurico Gaspar Dutra com a lei n.º 622, de 06 de abril de 1949.
FONTE: Pedro Moacyr Mendes de Campos - Florianópolis/SC
COMEMOREMOS, POIS, ESTA IMPORTANTE CONQUISTA!!!
Vamos todos à caminhada e participemos de toda a programação elaborada em nossa homenagem!





