quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Milhares em Madrid contra privatização da saúde

Milhares em Madrid contra privatização da saúde

 
Sindicatos, trabalhadores, utentes, plataformas de saúde e associações aderiram à convocatória sob o lema “A saúde pública não se vende, defende-se”. Protesto culminou greve de dois dias. Médicos prosseguem a paralisação.
Impressionante protesto na noite de terça-feira. Foto de Juventud sin Futuro
Milhares de pessoas manifestaram-se terça-feira em Madrid para exigir que o governo regional reconsidere um Plano de Sustentabilidade que aprofunda a gestão privada do setor da saúde. Sindicatos, trabalhadores, utentes, plataformas de saúde e associações aderiram à convocatória sob o lema “A saúde pública não se vende, defende-se”.
A manifestação culminou o segundo dia de greve no setor de saúde da região de Madrid e terminou com uma concentração nas Portas do Sol, onde foi lido um manifesto. "O objetivo destas medidas é liberalizar para tornar mais fácil o inevitável, para fazer uma oportunidade de negócio. O nosso dinheiro não será o benefício deles", diz o manifesto.
Uma nova greve de 48 horas está convocada para os dias 4 e 5 de dezembro.
Médicos mantêm paralisação
Entretanto, os médicos continuam o protesto contra o plano sanitário do Governo regional com uma greve indefinida convocada inclusive antes que a dos sindicatos. A Associação de Facultativos Especialistas de Madrid (Afem), criada há só uns meses e que tem já perto de um milhar de médicos sócios, mantém a convocação de greve de segunda a quinta-feira, até que sejam retiradas as medidas do plano de privatização e cortes do Plano de Medidas de Garantia da Sustentabilidade do Sistema Sanitário Público.

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