Retirada do critério populacional como fator
excludente universaliza a possibilidade de integração ao Programa Melhor em
Casa
No
dia 28 de maio, o Ministério da Saúde redefiniu as regras para atenção
domiciliar pelo Sistema Único de Saúde (SUS). De acordo com decisão publicada
no Diário Oficial da União, todos os municípios que hoje têm população igual ou
superior a 20 mil habitantes poderão aderir ao Programa Melhor em Casa,
iniciativa do MS lançada em novembro de 2011 para ampliar o atendimento
domiciliar.
A
atenção domiciliar consiste em modalidade de atenção à saúde substitutiva ou
complementar às já existentes, caracterizada por um conjunto de ações de
promoção, prevenção e tratamento de doenças e reabilitação prestadas em
domicílio, com garantia de continuidade de cuidados e integrada às redes de
atenção à saúde.
Através
do Sistema Único de Saúde (SUS), pessoas com dificuldade ou impossibilidade
física de locomoção até uma unidade de saúde (idosos, pacientes crônicos sem
agravamento ou pacientes pós-cirúrgicos) contam com a assistência feita por
Equipes Multiprofissionais de Atenção Domiciliar (EMAD), constituídas por médicos,
enfermeiros, técnicos em enfermagem e fisioterapeutas, e por Equipes
Multiprofissionais de Apoio (EMAP), que incluem cirurgiões-dentistas,
fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos, farmacêuticos, etc.
Segundo
o Ministério, a medida prevê reduzir a demanda por internações, humanizar o
atendimento básico à saúde e desocupar os leitos hospitalares, proporcionando
um melhor atendimento e regulação dos serviços de urgência dos hospitais.
De
acordo com o conselheiro do Conselho Regional de Odontologia do Estado de São
Paulo (CROSP), Marco Manfredini, “a adoção desse Programa pelos municípios
deverá ampliar o mercado de trabalho para o cirurgião-dentista”.
O
CROSP, representado pela figura do presidente Cláudio Miyake, está encaminhando
ofícios para os 645 municípios paulistas e para a Secretaria Estadual da Saúde
solicitando a implantação imediata do Programa no Estado de São Paulo.
O
Ministério da Saúde institui o incentivo financeiro de custeio mensal para
manutenção do SAD.
A
organização da atenção domiciliar é organizada em três modalidades. Ao
cirurgião-dentista, interessam as modalidades dois e três (AD2 e AD3,
respectivamente), nas quais a prestação de assistência à saúde prevê a
necessidade de uma EMAP para dar suporte e complementar as ações de saúde da
atenção domiciliar. Todos os municípios com uma EMAD implantada poderão
implantar uma EMAP; e, a cada três EMAD a mais, será possível implantar mais
uma EMAP.
Uma
EMAP será constituída por no mínimo três profissionais de saúde de nível superior,
com carga horária semanal mínima de 30 horas, eleitos entre as seguintes
categorias: cirurgião-dentista, assistente social, fisioterapeuta,
fonoaudiólogo, nutricionista, psicólogo, farmacêutico e terapeuta
ocupacional.
O
manual instrutivo para adesão ao Programa Melhor em Casa pode ser obtido no
site www.saude.gov.br/dab. O Ministério da Saúde também tem proposto
estratégias de apoio aos municípios e estados, em uma construção compartilhada
dos desenhos organizativos dos serviços de atenção domiciliar.
