quarta-feira, 12 de junho de 2013

CRO-SP anuncia medidas de segurança para o cirurgião-dentista


Presidente do CRO-SP, Cláudio Yukio Miyake, na entrevista coletiva
Diante dos dois casos de assaltos a dentistas paulistas,que acabaram na morte dos profissionais de forma brutal, com queima dos corpos, o Conselho Regional de Odontologia de São Paulo vai lançar a partir do dia 17 de junho um serviço de disque-denúncias gratuito (0800 700 5572) que funcionará em todo o Estado de São Paulo.
A finalidade do serviço é minimizar a ocorrência de casos de violência contra os profissionais de odontologia que sofrem assaltos em seus consultórios e clínicas.
O CD poderá ainda utilizar um aplicativo de socorro conectado a uma rede social e a um grupo de amigos e familiares para ser acionado em caso de ameaça.
O pacote de medidas de segurança foi lançado nesta sexta-feira, 7, pelo CRO-SP, com o apoio de entidades odontológicas como a Associação Brasileira de Odontologia (ABO Nacional), Associação Brasileira de Cirurgiões-dentistas (ABCD) e Associação Paulista de Cirurgiões-dentistas (APCD). Também foi lançada uma cartilha com dicas de segurança.

As medidas foram apresentadas pelo presidente do CRO-SP, Cláudio Miyake, para evitar que nos casos de violência contra os CDs não se repitam. “Não queremos e nem vamos substituir o papel da polícia, mas desejamos evitar que novos casos como dos dois cirurgiões-dentistas queimados em São Paulo sejam registrados. Queremos alertar o profissional para cuidados básicos e adoção dos protocolos de segurança que estão na cartilha. E vamos continuar cobrando ações preventivas dos órgãos públicos responsáveis. Queremos tranquilidade para trabalhar nos consultórios”, disse Miyake em entrevista coletiva.
Medidas de segurança
Os cirurgiões-dentistas poderão baixar gratuitamente no site do CRO-SP (www.crosp.org.br) o aplicativo de segurança
Agentto, disponível para smartphones (com tecnologia iOS, Android e Windows Phone), tablets e computadores.
A função do aplicativo é permitir que a vítima de assalto possa alertar com um clique seus familiares e amigos – ou, no caso, a rede social criada pelo CRO-SP com profissionais da área – de que estão sendo alvo de algum crime e que precisam de socorro.
“O aplicativo não está ligado à polícia, e sim a uma rede de amigos e familiares que serão escolhidos pelo cirurgião-dentista. Com apenas um clique é possível alertar as pessoas em caso de perigo”, explicou Sérgio Paim, um dos criadores da ferramenta.

O CRO-SP está disponibilizando no seu site também uma 
cartilha com dicas de segurança para o CD se prevenir de ataques de bandidos.
“Nossa intenção é dar mais segurança para o profissional, que está muito vulnerável nos últimos tempos. Muitos consultórios não contam com seguranças e câmeras, por exemplo. A cartilha dá dicas de como atender os pacientes, como deve montar o seu consultório para evitar que pessoas estranhas tenham acesso a ele. Também colocamos alguns pontos relacionados à contratação de secretárias. São cuidados simples que podem evitar que tragédias aconteçam”, explicou o presidente do CRO-SP.
O CRO-SP esclarece que o seu disque-denúncias não tem como função substituir o 190 da Polícia, nem tampouco oferecer socorro imediato às vítimas. O objetivo do serviço é reunir mais relatos de casos e entregar as estatísticas e informações à Polícia Civil, para que novas medidas de segurança sejam tomadas pelas autoridades.

Números de crimes contra o CD
Depois do assassinato de Cinthya Magaly Moutinho de Souza, em abril, em São Bernardo do Campo, o CRO-SP criou um canal de comunicação (vamosnosproteger@crosp.org.br) para receber as denúncias de violência contra profissionais e encaminhar os dados à Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP).
Do início de maio até agora, o serviço recebeu 65 relatos de assaltos a clínicas e consultórios odontológicos, sendo que 65% ocorreram na capital paulista e na Grande São Paulo, enquanto no interior foram 35%.
Para o presidente do CRO, com base nos dados recebidos, a maioria dos crimes poderia ter sido evitada, pois os criminosos se aproveitaram da vulnerabilidade dos locais.
FONTE: CRO/SP

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